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Por Riberto Araújo

A economia criativa tem se tornado uma poderosa força de transformação no mundo de hoje. Seu potencial de desenvolvimento é vasto e está esperando para ser descoberto. Este é um dos setores de mais rápida expansão na economia mundial, não apenas em termos de geração de renda, mas também na criação de novos [e qualificados] postos de trabalho e de receita com exportação.

E tem mais: uma proporção cada vez maior dos recursos intelectuais e criativos do mundo estão sendo agora investidos em indústrias baseadas em cultura, cujos amplos produtos intangíveis são ‘tão reais’ e vultosos como os de outras indústrias.

A criatividade humana e a inovação, tanto no nível individual quanto a de grupos, são os principais impulsionadores e tem se tornado a verdadeira riqueza das nações no século 21. Indiretamente, cultura vem, de forma crescente, sustentando a maneira como as pessoas, em todos os lugares, compreendem melhor o mundo, o seu lugar nele, reafirmam seus direitos e, ao mesmo tempo, forjam relações produtivas com as demais.

Nessa indústria, por exemplo, estão atividades como: artes visuais (pintura, escultura, fotografia); artes performáticas (música ao vivo, teatro, dança, ópera, circo); mídia, reunindo a produção de conteúdo criativo com objetivo de comunicação com o grande público, como a editorial (livros, imprensa e outras publicações) e a audiovisual (cinema, televisão, rádio e outras transmissões); criação funcional, atividades como design (de interior, gráfico, moda, joias, brinquedos); a chamada nova mídia (software, videogames e conteúdo criativo digitalizado); e os “serviços criativos”, como o arquitetônico, a publicidade, os culturais e os recreativos, P&D, entre outros.

Por fim, não há um consenso absoluto sobre as áreas englobadas pela economia criativa. Cada instituição que estuda o tema tem uma lista de acordo com seus interesses e objetivos. Elas também mudam de país para país, de acordo com os potenciais e mercados de cada um deles.

Segundo estudo realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), em 2012, tomando como base a massa salarial gerada por empresas da indústria criativa naquele ano, o Brasil está entre os maiores produtores de criatividade do mundo, superando Espanha, Itália e Holanda, embora ainda tenha um longo caminho a percorrer para atingir níveis mais elevados. E, devido ao potencial de crescimento da economia criativa no Brasil, foi criada em 2011 a Secretaria da Economia Criativa sob o comando do Ministério da Cultura.